'Avatar' bate recorde e supera 'Titanic' em bilheteria

O filme de ficção-científica Avatar superou oficialmente Titanic e se tornou o filme com maior bilheteria do mundo na história do cinema com US$ 1,85 bilhão arrecadados, informou o estúdio Fox terça-feira (26-01-2010)

A superprodução futurista, dirigida por James Cameron e que estreou há seis semanas, ultrapassou Titanic, que estreou em 1997 e foi dirigido pelo mesmo cineasta, e que até agora ostentava o título de maior bilheteria com uma arrecadação de US$ 1,843 bilhão.

'Temos esperança de lançar 'Tropa de elite 2' sem pirataria', diz diretor

Cerca de dois anos depois de rodar o fenômeno do cinema nacional "Tropa de elite", equipe e elenco se reuniram na manhã desta quinta-feira (21), num hotel na Zona Sul do Rio, para falar à imprensa sobre o início das filmagens da sequência "Tropa de elite 2".

"Temos esperança de lançar o novo filme sem pirataria", disse o diretor José Padilha, fazendo referência aos problemas de vazamento enfrentados pelo longa-metragem original, que chegou à internet e aos camelôs antes de estrear nos cinemas.

"Estamos tomando cuidados especiais com a segurança e temos um orçamento para isso", disse o cineasta. Ele contou que apenas um número limitado de pessoas terá acesso aos processos de finalização do filme, que acontecerão em uma espécie de "bunker", com entrada controlada. "Vamos montar o filme dentro de um caveirão", brincou Padilha.

Também compareceram à entrevista os atores Wagner Moura, que voltará a interpretar Capitão Nascimento, André Ramiro, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz e o produtor Marcos Prado, além de Tainá Muller e Irandhir Santos, que vão entrar para o elenco. O cantor Seu Jorge também tem participação confirmada no longa. A previsão é de que "Tropa 2" chegue aos cinemas no dia 13 de agosto.

Segredo sobre nova trama

Durante a entrevista, atores e diretor fizeram suspense sobre a história da continuação. "O Zé (Padilha) falou que se a gente contar alguma coisa a gente vai para o saco", brincou Maria Ribeiro, que voltará às telas como Rosane, mulher de Capitão Nascimento.

Mas o cineasta acabou revelando alguns detalhes sobre a trama da sequência, que vai começar 13 anos depois do final do primeiro filme e deve mostrar o crescimento do Batalhão de Operações Especiais do Rio (Bope) e a formação das milícias na cidade.

Padilha conta que no novo filme Capitão Nascimento sofrerá uma transformação. "No 'Tropa 1', o Nascimento não tinha um arco dramático, ele começava e terminava do mesmo jeito. No segundo, o desafio é ter uma transformação do personagem", disse o diretor, que afirma ter se baseado em pesquisa com policiais da vida real para escrever o roteiro da sequência.

O diretor revelou que na nova trama, o protagonista enfrenta problemas com seu filho, agora um adolescente, que será intepretado pelo estreante Pedro Van Held. "Ele agora tem uma família. Como um policial explica para seu filho o que faz no trabalho? É essa reflexão que queremos levantar", afirmou.



"O Nascimento passa por um processo de amadurecimento, que tem a ver com o conceito de consciência e com a idade dele", disse Wagner Moura.

Com orçamento aproximado de R$ 16 milhões, "Tropa 2" tem roteiro assinado por Braulio Mantovani, que escreveu o primeiro longa, e será novamente fotografado por Lula Carvalho.

O filme original conseguiu notoriedade ao se tornar um sucesso inicialmente no mercado pirata de DVDs. Estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham assistido à versão não-oficial da produção. Nos cinemas, a produção ultrapassou os 2 milhões de espectadores. O longa abocanhou vários prêmios, sendo o principal deles o Urso de Ouro, do Festival de Berlim.

Google lança telefone: o que ele quer com isso?

As expectativas para o lançamento de um telefone celular com a marca do Google se confirmaram na semana passada. Mas o anúncio do primeiro telefone lançado pela maior empresa de internet foi além do aparelho eletrônico.

Durante o anúncio do Nexus One – como é chamado o celular fabricado pela taiwanesa HTC – o Google apontou como você vai depender menos das empresas de telefonia no futuro.

O Google alterou a lógica na hora de comprar um celular. Em primeiro lugar você escolhe o modelo que pretende comprar e depois se preocupa com operadoras e planos. Se quiser. Quem preferir pode comprar o telefone desbloqueado, sem nenhum subsídio, para usar como preferir, com o chip e o número que já estão à mão. Todo o passo-a-passo é realizado no site da loja online do Google. E o celular chega na casa do consumidor, por correio.

Antes da loja virtual, quem quisesse comprar um aparelho com o Android precisava procurar a operadora antes de tudo. O Google estava do lado de fora da vitrine, apenas testemunhando, ressentido, o que fabricantes e empresas de telefonia vinham fazendo com o produto que ele ajudou a criar e que carrega seu nome.

Com o Android sendo usado em vários aparelhos de muitos fabricantes, o Google tinha uma base de usuários dispersa. O enfoque na loja ajuda manter as pessoas que compram os aparelhos mais próximos da marca do Google”, diz o analista de telecomunicações Álvaro Leal, da consultoria IT Data.


Não está claro o tamanho do impacto que uma loja online do Google vai causar, se reduzirá as vendas de aparelhos pelas operadoras, ou se será “apenas mais uma opção para as empresas parceiras venderem celulares”, como afirmou o vice-presidente de engenharia do Google, Andy Rubin, durante o lançamento do Nexus One.


De qualquer maneira, o Google se adequa a uma tendência que surgiu principalmente com o iPhone e também já vinha influenciando outros fabricantes de celulares. Tanto a Apple, quanto a Nokia, também vendem aparelhos por lojas próprias – online e físicas – diretamente aos consumidores.


FORÇA DA MARCA
“Celulares como o iPhone têm uma marca muito forte. A pessoa compra porque quer esse aparelho. E a operadora fica em segundo plano”, diz João Paulo Bruder, analista de telecomunicações da consultoria International Data Corporation (IDC).


Vincular um celular com a sua marca, porém, também cria um risco para o Google.


O Nexus One ainda é antes de tudo um telefone da HTC. Assim como o Milestone é da Motorola, o Galaxy, da Samsung, e o GW620, da LG – alguns dos modelos de celular com Android disponíveis no Brasil.
Os aparelhos vendidos na loja online terão de passar pelas lupas da empresa antes de serem vendidos pelo site.


Se outro futuro celular do Google causar uma má impressão, a consequência será ruim para o Google também.


“O Nexus One não está fundando uma marca nova. É da HTC, que não é uma empresa tão desconhecida, mas tampouco é um dos fabricantes tops”, diz Bruder.


O Nexus One é um bom celular, mas o anúncio do Google frustrou quem esperava um telefone unicamente revolucionário do mesmo nível que os produtos da empresa. Ele não é.


O telefone tem um dos processadores para celular mais rápidos que existem, consegue reproduzir efeitos gráficos avançados e usa um microfone secundário para retirar ruídos das ligações.


Mas todos os outros recursos – como reconhecimento de voz para controlar quase tudo, nova interface gráfica, papéis de parede animados – são coisas da nova versão do Android, a 2.1, que logo será adotada por outros aparelhos.


O Google tentou, mas perdeu a chance de fazer “o” grande lançamento de celular de 2010. Ele ainda está por vir e não será o Nexus One.