EUA alteram desenho da nota de US$ 100 para dificultar falsificação

O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, apresentou nesta quarta-feira o novo desenho da nota de US$ 100 (a mais alta do sistema monetário desse país), alterada para tornar mais difícil a vida dos falsificadores.

O patriarca dos EUA Benjamin Franklin (1706-1790) ainda é a figura histórica que emoldura a nota. Entre as principais novidades, há o desenho de um sino, que desaparece e aparece conforme o ângulo em que se olha a nota, e uma fita azul, com uma espécie de "efeito 3 D".

A nova nota de US$ 100 não deve entrar em circulação antes do dia 10 de fevereiro de 2011, dando o tempo esperado pelo governo americano para informar a população sobre as novidades.

O novo desenho também contempla uma característica peculiar do dinheiro americano: a circulação além das fronteiras do país de origem. "Nós estimamos que cerca de dois terços das notas de US$ 100 circulam fora dos EUA", disse Bernanke.

Por esse motivo, a nota de US$ 100 é o principal alvo de falsificadores que atuam fora dos EUA, sendo a nota de US$ 20 a preferida dos falsificadores "domésticos". As modificações têm por alvo os criminosos de alta tecnologia, que usam a última palavra e scanners e copiadoras.

Também de olho no caráter "internacional" da nota de US$ 100, o governo americano ainda preparou uma campanha em 25 línguas diferentes para informar o público sobre as mudanças, além de colocar os desenhos novos no site oficial.

"Nós queremos que as mudanças sejam óbvias, visíveis e fáceis de reconhecer", afirmou Larry Felix, diretor do departamento responsável pela impressão das notas, à agência Associated Press.