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“Recomeço” para a saga do herói mais querido dos quadrinhos
















O Espetacular Homem-Aranha




A franquia que rendeu mais de 2,5 bilhões de dólares no mundo todo a um diretor novato (Marc Webb, do interessante (“500 Dias com Ela”) e a dois atores promissores, mas que ainda não são “astros” (os excelentes Andrew Garfield, de A Rede Social, como o protagonista, e Emma Stone, de “Zumbilândia”, como sua namorada, Gwen Stacy). Tirante a decisão discutível de “recomeçar” a saga, “O Espetacular Homem-Aranha” sai-se bem acima das expectativas.






Brasil inside



Essa marca esta presente em  mais de 200 milhões de Brasileiros

Peixe sem cardume


A maioria dos jovens perde um tempo precioso - e de lambuja, oportunidades - tentando agradar a sua rede de amigos. Seja física ou virtual. É evidente que não existe nada de errado em agradar as pessoas.
O que não é certo - pois causa tremenda frustração - é quando para agradar deixamos de lado o que de fato pensamos e sinceramente somos. Quando abrimos mão de sentir e agir por conta própria só para seguir o grupo.
Fazendo assim, escondemos nossa coragem de discordar. Pois a verdade é que não precisamos concordar 100% com a turma para que ela seja nossa turma. Por toda a vida, sempre haverá conflitos de interesse e diferenças de pontos de vista. Isso não é ruim. É a realidade.
Tem muita gente madura - e até com cabelos grisalhos - que nunca se libertou do cárcere da imagem agradável. Gente que descobre, às vezes tarde demais, que "puxa vida, não consegui ser sincero. Não fui capaz de me expressar com liberdade".
Paulo Francis (1930-1997), um dos grandes do jornalismo do século XX, escreveu na célebre revista Senhor: "É preciso ter a capacidade de expressar-se sem remorso. Vale tudo que é autêntico, doa a quem doer, diga-se bobagem ou não. Corre-se o risco."
Tinha razão o moço. Para calar fundo no ouvido alheio é preciso correr o risco de se expressar com sinceridade. Pôr nossa verdade na palavra, no tom da voz, no gesto, na escrita, no desenho, no grupo. Essa expressão vai agradar a todos? Nunca.
Mas ao menos ninguém poderá acusá-lo de mentiroso ou dissimulado. É bom viver e ir deixando opiniões pelos caminhos. Também ouvindo com atenção e generosidade as opiniões contrárias. É desse jeito que o mundo fica melhor.
Somos 7 bilhões respirando, fazendo, desfazendo, refazendo. Tem que ser um artista do convívio para cavar e dar espaço. Você faz a sua parte quando se expressa de maneira autêntica sem se importar se agrada ou não.
Cada um de nós é um peixe. Mas como somos peixes humanos, não precisamos andar em cardumes. Nem precisamos morrer pela boca. Ao contrário, devemos viver pela boca que se expressa!
Foto: Régine Ferrandis. Obra do coletivo "Les chats pelés", Paris.